DEMÊNCIA
O que é Demência?
Demência é uma palavra que assusta — mas quanto mais você entende, mais preparado se sente para cuidar de quem ama.
Muita gente pensa que demência e Alzheimer são a mesma coisa, mas não são.
A doença de Alzheimer é apenas um dos tipos de demência.
Entender essa diferença é essencial para reconhecer os sinais e oferecer o cuidado certo.
Demência é um conjunto de sintomas causados por diferentes problemas no cérebro, que afetam áreas como:
Memória

Memória
Pensamento e Raciocínio

Pensamento e Raciocínio
Emoções e Comportamento

Emoções e Comportamento
Esses sintomas surgem quando neurônios deixam de funcionar ou se comunicar bem — o que pode ocorrer por diversas causas.
A demência é uma das principais causas de incapacidade e dependência entre os idosos.
Cada pessoa vivencia a demência de forma única, mas, com o tempo, é comum precisar de ajuda em várias atividades do dia a dia — desde lembrar compromissos até se vestir ou se alimentar.
Quanto mais cedo os sinais forem reconhecidos, mais cedo é possível:
- Proteger a autonomia da pessoa
- Planejar o futuro com calma
- Buscar apoio emocional e prático para família e o cuidador
Os tipos mais comuns de demência
A palavra “demência” engloba diferentes condições que afetam a memória, o raciocínio, o comportamento e a capacidade de realizar atividades do dia a dia. Aqui, você vai conhecer os principais tipos de demência, com explicações claras e exemplos práticos para ajudar no entendimento.
Tipo mais comum de demência
Tipo mais comum de demência
Doença de Alzheimer
A doença de Alzheimer vai, aos poucos, destruindo as conexões entre as células do cérebro, principalmente nas áreas responsáveis por memória, linguagem e raciocínio. Com o tempo, o cérebro perde suas funções. Você pode notar os primeiros sinais como:
- Esquecimentos frequentes de nomes ou eventos recentes;
- Dificuldade para encontrar palavras;
- Mudanças de humor ou perda de interesse nas pessoas ao redor;
- Confusões com dinheiro, compromissos ou direção;
Alzheimer não é “normal da idade”. Exige acompanhamento e apoio especializado desde os primeiros sinais.
Pequenos Coágulos ou AVC
Pequenos Coágulos ou AVC
Demência Vascular
Acontece quando pequenos coágulos ou AVCs interrompem o fluxo de sangue no cérebro, danificando áreas importantes para a memória e o raciocínio. Alguns sinais:
- Começo súbito de dificuldades cognitivas, logo após um AVC ( Derrames);
- Oscilações: a pessoa piora, depois estabiliza por um tempo — e volta a piorar;
- Dificuldade com linguagem, leitura ou tomada de decisões;
- Pode haver sintomas depressivos e mudanças bruscas de humor;
A boa notícia é que muitos dos fatores que causam a demência vascular podem ser prevenidos ou controlados, como pressão alta, diabetes, colesterol alto e tabagismo.
Menos conhecida, mas muito importante
Menos conhecida, mas muito importante
Demência com Corpos de Lewy
É causada por acúmulo de proteínas anormais nas células cerebrais (os chamados “corpos de Lewy”), afetando tanto a cognição quanto o movimento. Os sintomas são variados e podem se parecer com o Parkinson e o Alzheimer ao mesmo tempo:
- Sonolência durante o dia;
- Alucinações visuais (ver pessoas ou animais que não estão ali);
- Dificuldade para se concentrar e flutuações no estado de alerta;
- Tremores, lentidão e desequilíbrios ao caminhar;
Importante: nem todo mundo com Parkinson vai desenvolver demência, mas há um risco aumentado com o tempo.
Mais rara
Mais rara
Demência Frontotemporal
Diferente da doença de Alzheimer, que começa afetando a memória, na demência frontotemporal ocorrem alterações no comportamento e linguagem, antes das queixas de memória.
Principais sinais:
- A pessoa pode se tornar apática, impulsiva ou sem noção de regras sociais (como rir em momentos inapropriados ou fazer comentários inusitados);
- Pode parecer egoísta ou insensível, mesmo sem perceber;
- A memória costuma ser preservada nos primeiros anos;
É importante que a família entenda que as atitudes são sintomas da doença, e não escolhas da pessoa.
DEMÊNCIA
Um lembrete importante
Cada tipo de demência tem suas particularidades — mas todas exigem acolhimento, escuta e cuidado especializado. Se você tem dúvidas, está percebendo mudanças em alguém próximo, ou foi recentemente diagnosticado(a), o primeiro passo é se informar com calma. Aqui no Memória Viva, estamos com você nessa jornada.
Pronto para receber o cuidado que você precisa?
Entre em contato para esclarecer suas dúvidas e cuidar da saúde da sua memória.
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Fatores de Risco e Prevenção da Doença de Alzheimer
A idade é sim o principal fator de risco para a doença de Alzheimer — mas não é um destino inevitável. Há muito que podemos fazer, desde já, para proteger a saúde do nosso cérebro ao longo da vida. Vamos entender juntos o que pode influenciar esse risco — e como cuidar melhor de você e de quem você ama.
A ciência já mostrou: até 48% dos casos de demência poderiam ser evitados ou adiados com hábitos saudáveis.
Fatores que não podemos mudar
Mesmo que não estejam sob nosso controle, é importante conhecê-los. Eles ajudam no diagnóstico, na vigilância e nas estratégias de cuidado.
Idade
Idade
Genética
Genética
Sexo feminino
Sexo feminino
Fatores que podemos mudar
Com escolhas conscientes e acessíveis, é possível reduzir muito o risco de desenvolver demência.
Inatividade física
Inatividade física
Tabagismo

Tabagismo
Consumo excessivo de álcool

Consumo excessivo de álcool
Poluição do ar

Poluição do ar
Traumas na cabeça

Traumas na cabeça
Isolamento social

Isolamento social
Escolaridade

Escolaridade
Obesidade

Obesidade
Pressão alta

Pressão alta
Diabetes tipo 2

Diabetes tipo 2
Depressão

Depressão
Perda auditiva

Perda auditiva
Problemas de visão

Problemas de visão
Colesterol alto (LDL)

Colesterol alto (LDL)
Cuide do cérebro com hábitos saudáveis:
- Movimente-se todos os dias
- Durma bem e com qualidade
- Alimente-se com variedade e cores no prato
- Estimule a mente com leituras, jogos, conversas
- Cultive boas relações e conexões afetivas
Cuidar do cérebro é cuidar de quem você é.
Cada pequena mudança conta. Quanto antes começamos, maiores as chances de um futuro com mais saúde, memória e autonomia.
DEMÊNCIA
Diagnóstico Precoce da Demência:
Por que faz tanta diferença?
Receber um diagnóstico de Alzheimer ou outro tipo de demência pode ser assustador. Mas saber o que está acontecendo, o quanto antes, abre espaço para o cuidado, o planejamento e o acolhimento. É um ponto de partida — e não uma sentença.
O que o diagnóstico precoce permite?
Acesso à informação e suporte
Acesso à informação e suporte
Melhora na qualidade de vida
Melhora na qualidade de vida
Início precoce de tratamentos
Início precoce de tratamentos
Explicar o que está acontecendo
Explicar o que está acontecendo
Planejar o futuro com autonomia
Planejar o futuro com autonomia
Reduzir o medo e o preconceito
Reduzir o medo e o preconceito
DEMÊNCIA
E na prática, o que pode ser feito?
Organizar questões legais e financeiras
É o momento de pensar com calma sobre procurações, testamento, planos de cuidado e segurança financeira — tudo com você no centro das decisões.
Ajustar a rotina de trabalho (se ainda estiver ativo)
Você pode conversar com o empregador, reduzir a carga horária ou buscar adaptações no ambiente de trabalho, se necessário.
Um diagnóstico precoce é um passo de coragem.
Quanto mais cedo soubermos o que está acontecendo, melhor podemos cuidar da saúde, das emoções e das relações. Está em dúvida sobre algum sintoma?
VAMOS TE AJUDAR
Está em dúvida sobre algum sintoma?
A Dra. Renata Mara está aqui para escutar você com atenção e acolhimento. Juntas(os), podemos entender o que está acontecendo e planejar os próximos passos com serenidade.